Denúncia aponta propaganda eleitoral irregular em postes de Ituaçu

Denúncia aponta propaganda eleitoral irregular em postes de Ituaçu

  • 09.Set.2026 - 16h05

 Uma denúncia apresentada à Justiça Eleitoral relata a suposta veiculação de propaganda eleitoral irregular em bens públicos de Ituaçu. Segundo o documento, adesivos com o número 44, ligado ao partido União Brasil, teriam sido afixados diretamente em postes de iluminação, sobretudo na região central da cidade, conduta que, em tese, contraria a legislação eleitoral vigente.
Foram identificados diversos postes com os adesivos em diferentes pontos do município, com maior concentração na área central, nas proximidades da Prefeitura Municipal e no trajeto de acesso à Gruta da Mangabeira. O material fotográfico anexado à peça foi apresentado como indício de que não se trata de ocorrência isolada, mas de uma possível distribuição ampla pela cidade. O documento sustenta que a conduta caracterizaria, em tese, veiculação de propaganda eleitoral em bem público, em suposta afronta ao art. 37, caput, da Lei nº 9.504/1997, e ao art. 19 da Resolução-TSE nº 23.610/2019, dispositivos que vedam a propaganda em postes de iluminação e demais equipamentos urbanos. Entre os pedidos, a denúncia requer que a Justiça Eleitoral apure os fatos, identifique os responsáveis pela afixação e o eventual beneficiário, determine a retirada dos adesivos e a restauração dos bens públicos, além da adoção das medidas e sanções cabíveis, caso comprovados autoria, conhecimento ou anuência.

O texto solicita, ainda, que se verifique a quantidade e a distribuição do material indicam uma ação coordenada de propaganda irregular no município, com encaminhamento aos órgãos competentes caso sejam constatados outros ilícitos eleitorais ou uso indevido de estrutura pública. Segundo Aelson Soares da Silva Neto (denunciante), Presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Ituaçu, "a Justiça Eleitoral tem os instrumentos para apurar os fatos e garantir a lisura do pleito; o objetivo da denúncia é assegurar que a legislação seja respeitada e que os bens públicos não sejam usados de forma irregular na disputa".

Jovem sobe em moto da polícia, tira foto fazendo referência à facção e acaba indo parar na delegacia

Jovem sobe em moto da polícia, tira foto fazendo referência à facção e acaba indo parar na delegacia

  • 09.Set.2026 - 15h44

Um jovem de 15 anos foi parar na delegacia após subir em uma moto da polícia que estava em um lava jato e postar foto com gesto que faz referência à uma facção criminosa.
Após as imagens circularem nas redes sociais, o jovem foi identificado e em companhia da mãe foi encaminhado para a delegacia para prestar depoimento, o dono do lava jato, que fica na Avenida João Paulo I, também teve que se explicar para a autoridade policia. Veja o video abaixo!

Chuvas intensas podem atingir diversas cidades da Bahia, alerta o Inmet

Chuvas intensas podem atingir diversas cidades da Bahia, alerta o Inmet

  • 09.Set.2026 - 08h58

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, ao menos 23 cidades da Bahia estão com alerta amarelo, ou seja, há possibilidade de chuvas entre 20 e 30 mm/h, podendo chegar a 50 mm/dia, municípios que poderão ser mais afetados estão no centro sul.
O Inmet ainda recomenda que, em caso de rajadas de vento, evite se abrigar debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas, evite estacionar veículis  próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Devesa Civil, Corpo de Bombeiros devem ser acionados em caso de emergência.

Endividamento dos consumidores em razão de apostas esportivas é tema de debate no último dia de congresso nacional do MP do Consumidor

Endividamento dos consumidores em razão de apostas esportivas é tema de debate no último dia de congresso nacional do MP do Consumidor

  • 04.Set.2026 - 23h04

As apostas online, conhecidas como Bets, provocaram uma saída líquida de R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025, de acordo com dados de um estudo elaborado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (Cicef). O levantamento chama de saída líquida a diferença entre tudo o que os apostadores colocaram nas plataformas de apostas e o dinheiro que voltou para eles em forma de prêmios. O cálculo mostra quanto de recurso, no saldo final, saiu do bolso dos jogadores e ficou no setor de apostas. Essa temática esteve em debate na manhã desta sexta-feira, dia 4, no último dia do XXIV Congresso da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCon), na sede do Ministério Público do Estado da Bahia, no CAB.  

A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Maranhão (MPM), Lítia Cavalcanti, mediadora do painel, chamou a atenção para a necessidade de que a discussão sobre apostas não fique restrita ao chamado ‘follow the money’, ou seja, ao rastreamento dos recursos financeiros. Para ela, é necessário considerar também a situação do consumidor que desenvolve comportamento compulsivo em relação ao jogo. “Estamos tratando muito da questão do dinheiro, da empresa, do ilegal. Mas olho também por outro lado, que é a questão do ludopata - a pessoa que sofre do vício incontrolável em jogos de azar e apostas”, afirmou. A promotora de Justiça ressaltou ainda a vulnerabilidade financeira de parte dos apostadores e a necessidade de mecanismos de proteção para aqueles que utilizam recursos essenciais para realizar apostas. “Esse problema atinge, de forma especialmente grave, as pessoas em situação de vulnerabilidade econômica”.

Com o tema ‘Sistema financeiro, apostas e endividamento do torcedor – consumidor’, o painel contou também com a participação da promotora de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Sandra Lengruber, coordenadora do Núcleo de Atendimento ao Superendividado (NAS), que tratou do tema “Superendividamento do torcedor” e apresentou situações concretas de consumidores atendidos pelo núcleo. Segundo ela, os casos relacionados ao vício em apostas demonstram que o problema ultrapassa a dimensão patrimonial. “Eu não estou falando de uma dívida ou de várias dívidas, estou falando de questões que exorbitam a questão patrimonial, e que afetam a saúde, a vida e a dignidade do consumidor”, destacou.

Sandra Lengrube relatou casos de consumidores que contraíram sucessivos empréstimos em razão do vício em jogos e ressaltou os impactos sobre familiares. Ela também chamou atenção para os riscos relacionados à exposição de crianças e adolescentes à publicidade de apostas e defendeu maior atenção à forma como as bets são apresentadas ao público. “A publicidade não deve tratar as apostas como uma atividade inofensiva ou meramente recreativa, sobretudo diante dos riscos de desenvolvimento de comportamentos problemáticos”. A programação contou também com a discussão sobre instituições financeiras e meios de pagamento em eventos esportivos, apresentada por Alessandra Camargos, representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ela destacou a preocupação do setor financeiro com o comprometimento da renda das famílias e com as consequências do endividamento para a saúde financeira dos consumidores. Na sequência, o advogado Milton Jordão, membro da Comissão Especial de Direito Desportivo do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), abordou o tema “Apostas esportivas e a proteção do consumidor”. Ele contextualizou a evolução da regulamentação das apostas esportivas no país e defendeu a necessidade de articulação entre diferentes órgãos para fiscalização e enfrentamento dos problemas relacionados ao setor. Jordão também apresentou dados sobre a dimensão econômica do mercado de apostas. “Um total de 25,2 milhões de CPFs foram utilizados em apostas em 2025, enquanto o volume movimentado no mercado alcançou cifras bilionárias”.

Impacto econômico

O painel “Direito do consumidor e novas tecnologias”, encerrou a programação do congresso. Mediado pela defensora pública do Estado do Ceará, Amélia Rocha, presidente do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon), o painel contou com as palestras “Uso de algoritmos no estímulo ao consumo em grandes eventos”, apresentada por Carla Rodrigues, coordenadora de Plataformas e Mercados Digitais no Data Privacy Brasil; “Contratos digitais e a proteção do consumidor”, que foi ministrada por Técio Spinola, advogado e consultor jurídico; e “Reconhecimento facial e proteção de dados: limites e desafios à luz da LGPD”, apresentado por Max de Matos, gestor de cibersegurança e consultor em privacidade e proteção de dados, com atuação também na área de segurança da informação e proteção de dados pessoais.

O evento teve ainda a posse da promotora de Justiça Lítia Cavalcanti, que sucederá a promotora de Justiça Thelma Leal na presidência da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor.



Futuro da Chapada Diamantina volta ao centro do debate

Futuro da Chapada Diamantina volta ao centro do debate

  • 02.Set.2026 - 16h21

Após quatro dias de encontros com lideranças, empresários e representantes das cadeias produtivas da Chapada Diamantina, o programa Avança Chapada encerra seu segundo ciclo de escuta com um resultado concreto: a definição das soluções consideradas prioritárias por quem vive e produz no território. As propostas irão compor a agenda produtiva do programa para a região, que será apresentada e pactuada pelas instituições parceiras em janeiro de 2027, em Lençóis. 

Os encontros realizados na última semana (24 a 27/08) em Mucugê, Piatã, Seabra e Morro do Chapéu reuniram 87 participantes dos 24 municípios da Chapada Diamantina, que votaram individualmente nas ações consideradas prioritárias tanto para o crescimento sustentável da região quanto para o desenvolvimento dos negócios que empreendem no território. 


Na ocasião, o Avança Chapada, realizado do Sistema FIEB, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), com financiamento da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), lançou a segunda linha de atuação do programa, a Biochapada, que tem como objetivo de avaliar o potencial bioenergético da região, numa atuação em parceria com o Senai Cimatec. 

Com a presença dos membros da equipe técnica do SENAI CIMATEC, Michelle Calhau e Cláudio Santos, foi apresentada a etapa inicial dedicada ao Diagnóstico Estruturante da Cadeia Regional de Biogás e Biometano na Chapada Diamantina. “Estamos identificando e mapeando os resíduos gerados pelas diversas atividades que acontecem no território e o potencial de transformar esses resíduos em insumos, como biogás e biometano, para gerar energia e renda para a Chapada Diamantina”, explicou Michelle.  

Nos próximos meses, o desafio dessa nova frente do Avança Chapada é ouvir atores locais dos setores produtivo e poder público sobre a produção agropecuária e a geração de resíduos sólidos urbanos, além da realização de visitas técnicas e levantamentos de campo. O trabalho também vai mapear demandas da região relacionados à produção agropecuária, aos resíduos sólidos e ao esgotamento sanitário, identificando o potencial da biomassa disponível para a produção de biogás e biometano.

Universidade, estradas e selos de certificação - Em clima de reencontro entre os participantes ligados à Chapada Diamantina por histórias, negócios e projetos de vida, a votação das prioridades durante o segundo ciclo de escuta do Avança Chapada aconteceu com base nos desafios e propostas levantados na primeira rodada de encontros do programa, realizada no último mês de junho. 

Entre as soluções que apareceram com maior força estão ações voltadas à formalização e certificação de produtos, com selos de origem e indicação geográfica, à ampliação do acesso ao crédito, acompanhada de assessoria técnica, ao fortalecimento da qualificação profissional ligada às demandas das cadeias produtivas e à melhoria da infraestrutura de transporte e logística, energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário 

As prioridades atravessam diferentes dimensões do desenvolvimento regional e revelam demandas que vão desde a criação de melhores condições para produzir e comercializar até a preparação de trabalhadores e empreendedores para ampliar a competitividade dos negócios da Chapada Diamantina, o que inclui o sonho comum entre muitos de uma universidade para a região com cursos que dialoguem com a vocação do território. 

“Se for criada uma universidade aqui ou ampliada a oferta de formação local, o jovem pode nem precisar sair do território para estudar. É importante trabalhar com essa perspectiva porque, além de manter o jovem daqui, uma estrutura de formação também pode atrair jovens de outras localidades, que vêm estudar e acabam se inserindo no mercado de trabalho local. É muito importante ter essa visão de levar formação para os lugares que se pretende desenvolver. Se queremos desenvolver a Chapada, precisamos criar estrutura em todas essas áreas”, afirma Ana Luísa Santos Pimentel, proprietária do restaurante e pizzaria Beco da Bateia em Mucugê.

A empreendedora de um dos principais pontos de encontro da noite de Mucugê também chama atenção para os impactos que as deficiências de infraestrutura e logística provocam sobre diferentes atividades econômicas da Chapada. “A Chapada cresceu muito e foram feitos muitos investimentos, inclusive privados, mas a infraestrutura pública não acompanhou esse crescimento. O território ainda é tratado como se morassem poucas pessoas aqui, como se existissem poucos investimentos e poucas empresas, quando essa não é mais a realidade. As empresas precisam escoar aquilo que produzem e também receber insumos para produzir. Tudo isso é impactado. É como se a gente morasse em uma ilha, embora existam estradas ligando o território”, afirma.  

Potencial de exportação - Produtor de café e representante da Coopric (Cooperativa de Produtores Rurais de Ibicoara e Chapada Diamantina), Mauro Pereira de Figueiredo chama atenção para a importância de aproximar ciência e tecnologia dos processos produtivos da região. Na cafeicultura, ele defende a implantação de um laboratório especializado que possa ampliar a qualidade das análises e fortalecer a certificação dos cafés da Chapada, inclusive com vistas ao mercado externo.

“No caso específico da cafeicultura na Chapada Diamantina, que hoje já conta com certificação de origem geográfica, seria importante termos um laboratório especializado capaz não apenas de realizar os testes sensoriais, mas também de promover análises químicas. À medida que conseguíssemos quantificar esses compostos químicos e relacionar esses resultados às análises sensoriais, poderíamos subir um degrau no processo de certificação. Isso traria mais legitimidade e qualificação ao café que nós iríamos exportar”, afirma.

As dificuldades de infraestrutura também aparecem entre os entraves mais recorrentes para quem produz e empreende na Chapada Diamantina. Problemas de logística, transporte, fornecimento de energia e conectividade acabam elevando custos, dificultando a circulação de pessoas e mercadorias e limitando a expansão dos negócios. 

“A gente percebe que a infraestrutura deixa muito a desejar e é uma barreira para o desenvolvimento, principalmente dos pequenos empreendedores. A gente tem uma dificuldade tremenda com os Correios aqui e o transporte aéreo, por exemplo, só está disponível em Vitória da Conquista, o que exige longos deslocamentos. Outro ponto estratégico é a infraestrutura elétrica. Ela é extremamente importante não só para os pequenos, como também para os grandes, em função da capacidade de carga, do fornecimento e da estabilidade. A energia elétrica cai muito aqui”, afirma Tiago Spinolo Sodré, da ACDC (Associação Chapada Diamantina de Estudos da Medicina Cannábica). 

Inovação e união - Um dos pontos altos do segundo ciclo de encontros do programa Avança Chapada foi a dinâmica de escuta, que estimulou trocas em diferentes direções. Ao mesmo tempo em que empresários e produtores elegiam as soluções prioritárias para os desafios enfrentados em suas atividades, também recebiam sugestões, compartilhavam experiências e identificavam novas possibilidades.

Foi o que aconteceu com Érika Fernanda de Brito Silva Macedo, produtora de morangos e representante da Associação Comunitária do Cedro, na zona rural de Boninal. Durante as discussões, ela conta que passou a enxergar novas alternativas para agregar valor à produção local. 

“Durante as discussões, surgiram sugestões de outros produtos que podemos produzir tendo o morango como matéria-prima, como geleias e até o morango liofilizado. Foi uma ideia que eu conheci aqui e achei muito interessante. Também acredito que a gente precisa pensar em uma marca ligada à Chapada, porque o nome da Chapada, por si só, é muito forte”, realça. 

Já Jaqueline Macedo, engenheira agrônoma e coordenadora de produção da La Vita Alimentos Agroindústria, empresa com mais de 20 anos de atuação e que vem ampliando na região de Piatã o cultivo de hortaliças destinadas à produção de saladas prontas para consumo, destacou a importância de encontros como os promovidos pelo Avança Chapada para aproximar pequenos e grandes produtores em torno de problemas que afetam diferentes elos das cadeias produtivas. 

“Mesmo sendo uma empresa grande, a gente tem vários entraves. Um dos principais é a questão dos insumos, porque muita coisa precisa ser trazida de fora, e isso ainda esbarra na logística. Também temos dificuldades com a destinação de resíduos sólidos e com os processos de regularização ambiental. Por isso, achei o programa exemplar. Era algo que realmente estava precisando, até para a gente ter esse contato com outros produtores, produtores menores e também empresas maiores, porque, no fim, todos acabam compartilhando as mesmas dificuldades e, juntos, temos muito mais força”. 

A próxima etapa Avança Chapada será dedicada a direcionar as ações para as instituições que compõem o Comitê Gestor do programa.  “Iremos conversar com os parceiros para direcionar as ações de acordo com a atuação de cada um. Em seguida, será estruturada uma governança para acompanhar a implantação dessas ações ao longo dos anos. A assinatura do Pacto Avança Chapada, prevista para janeiro de 2027, reunirá as 15 instituições que compõem o Comitê Gestor do programa, além de outras instituições que poderão ser mobilizadas conforme as prioridades apontadas pelos atores da região”, explica a gerente de Negócios do IEL, representando a FIEB, Sandra Pasta.

Universidade, estradas e selos de certificação - Em clima de reencontro entre os participantes ligados à Chapada Diamantina por histórias, negócios e projetos de vida, a votação das prioridades durante o segundo ciclo de escuta do Avança Chapada aconteceu com base nos desafios e propostas levantados na primeira rodada de encontros do programa, realizada no último mês de junho. 

Entre as soluções que apareceram com maior força estão ações voltadas à formalização e certificação de produtos, com selos de origem e indicação geográfica, à ampliação do acesso ao crédito, acompanhada de assessoria técnica, ao fortalecimento da qualificação profissional ligada às demandas das cadeias produtivas e à melhoria da infraestrutura de transporte e logística, energia elétrica, abastecimento de água e esgotamento sanitário 

As prioridades atravessam diferentes dimensões do desenvolvimento regional e revelam demandas que vão desde a criação de melhores condições para produzir e comercializar até a preparação de trabalhadores e empreendedores para ampliar a competitividade dos negócios da Chapada Diamantina, o que inclui o sonho comum entre muitos de uma universidade para a região com cursos que dialoguem com a vocação do território. 

“Se for criada uma universidade aqui ou ampliada a oferta de formação local, o jovem pode nem precisar sair do território para estudar. É importante trabalhar com essa perspectiva porque, além de manter o jovem daqui, uma estrutura de formação também pode atrair jovens de outras localidades, que vêm estudar e acabam se inserindo no mercado de trabalho local. É muito importante ter essa visão de levar formação para os lugares que se pretende desenvolver. Se queremos desenvolver a Chapada, precisamos criar estrutura em todas essas áreas”, afirma Ana Luísa Santos Pimentel, proprietária do restaurante e pizzaria Beco da Bateia em Mucugê.

A empreendedora de um dos principais pontos de encontro da noite de Mucugê também chama atenção para os impactos que as deficiências de infraestrutura e logística provocam sobre diferentes atividades econômicas da Chapada. “A Chapada cresceu muito e foram feitos muitos investimentos, inclusive privados, mas a infraestrutura pública não acompanhou esse crescimento. O território ainda é tratado como se morassem poucas pessoas aqui, como se existissem poucos investimentos e poucas empresas, quando essa não é mais a realidade. As empresas precisam escoar aquilo que produzem e também receber insumos para produzir. Tudo isso é impactado. É como se a gente morasse em uma ilha, embora existam estradas ligando o território”, afirma.  

Potencial de exportação - Produtor de café e representante da Coopric (Cooperativa de Produtores Rurais de Ibicoara e Chapada Diamantina), Mauro Pereira de Figueiredo chama atenção para a importância de aproximar ciência e tecnologia dos processos produtivos da região. Na cafeicultura, ele defende a implantação de um laboratório especializado que possa ampliar a qualidade das análises e fortalecer a certificação dos cafés da Chapada, inclusive com vistas ao mercado externo.

“No caso específico da cafeicultura na Chapada Diamantina, que hoje já conta com certificação de origem geográfica, seria importante termos um laboratório especializado capaz não apenas de realizar os testes sensoriais, mas também de promover análises químicas. À medida que conseguíssemos quantificar esses compostos químicos e relacionar esses resultados às análises sensoriais, poderíamos subir um degrau no processo de certificação. Isso traria mais legitimidade e qualificação ao café que nós iríamos exportar”, afirma.

As dificuldades de infraestrutura também aparecem entre os entraves mais recorrentes para quem produz e empreende na Chapada Diamantina. Problemas de logística, transporte, fornecimento de energia e conectividade acabam elevando custos, dificultando a circulação de pessoas e mercadorias e limitando a expansão dos negócios. 

“A gente percebe que a infraestrutura deixa muito a desejar e é uma barreira para o desenvolvimento, principalmente dos pequenos empreendedores. A gente tem uma dificuldade tremenda com os Correios aqui e o transporte aéreo, por exemplo, só está disponível em Vitória da Conquista, o que exige longos deslocamentos. Outro ponto estratégico é a infraestrutura elétrica. Ela é extremamente importante não só para os pequenos, como também para os grandes, em função da capacidade de carga, do fornecimento e da estabilidade. A energia elétrica cai muito aqui”, afirma Tiago Spinolo Sodré, da ACDC (Associação Chapada Diamantina de Estudos da Medicina Cannábica). 

Inovação e união - Um dos pontos altos do segundo ciclo de encontros do programa Avança Chapada foi a dinâmica de escuta, que estimulou trocas em diferentes direções. Ao mesmo tempo em que empresários e produtores elegiam as soluções prioritárias para os desafios enfrentados em suas atividades, também recebiam sugestões, compartilhavam experiências e identificavam novas possibilidades.

Foi o que aconteceu com Érika Fernanda de Brito Silva Macedo, produtora de morangos e representante da Associação Comunitária do Cedro, na zona rural de Boninal. Durante as discussões, ela conta que passou a enxergar novas alternativas para agregar valor à produção local. 

“Durante as discussões, surgiram sugestões de outros produtos que podemos produzir tendo o morango como matéria-prima, como geleias e até o morango liofilizado. Foi uma ideia que eu conheci aqui e achei muito interessante. Também acredito que a gente precisa pensar em uma marca ligada à Chapada, porque o nome da Chapada, por si só, é muito forte”, realça. 

Já Jaqueline Macedo, engenheira agrônoma e coordenadora de produção da La Vita Alimentos Agroindústria, empresa com mais de 20 anos de atuação e que vem ampliando na região de Piatã o cultivo de hortaliças destinadas à produção de saladas prontas para consumo, destacou a importância de encontros como os promovidos pelo Avança Chapada para aproximar pequenos e grandes produtores em torno de problemas que afetam diferentes elos das cadeias produtivas. 

“Mesmo sendo uma empresa grande, a gente tem vários entraves. Um dos principais é a questão dos insumos, porque muita coisa precisa ser trazida de fora, e isso ainda esbarra na logística. Também temos dificuldades com a destinação de resíduos sólidos e com os processos de regularização ambiental. Por isso, achei o programa exemplar. Era algo que realmente estava precisando, até para a gente ter esse contato com outros produtores, produtores menores e também empresas maiores, porque, no fim, todos acabam compartilhando as mesmas dificuldades e, juntos, temos muito mais força”. 

A próxima etapa Avança Chapada será dedicada a direcionar as ações para as instituições que compõem o Comitê Gestor do programa.  “Iremos conversar com os parceiros para direcionar as ações de acordo com a atuação de cada um. Em seguida, será estruturada uma governança para acompanhar a implantação dessas ações ao longo dos anos. A assinatura do Pacto Avança Chapada, prevista para janeiro de 2027, reunirá as 15 instituições que compõem o Comitê Gestor do programa, além de outras instituições que poderão ser mobilizadas conforme as prioridades apontadas pelos atores da região”, explica a gerente de Negócios do IEL, representando a FIEB, Sandra Pasta.

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Câmara de Ituaçu abre concurso com 10 vagas e salários de até R$ 3.150

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  • 02.Set.2026 - 12h39

A Câmara Municipal de Ituaçu abriu concurso público com 10 vagas imediatas para oito cargos e salários de até R$ 3.150.

Há oportunidades para níveis fundamental e superior, incluindo Agente de Portaria, Auxiliar de Serviços Gerais, Motorista, Recepcionista, Analista Legislativo, Controlador Interno, Assistente Jurídico e Assistente Contábil.

As inscrições seguem até 15 de setembro e a prova objetiva está prevista para 11 de outubro de 2026.

Confira todos os detalhes do edital e veja como participar!

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Premium Mandatum: dez pessoas são presas em nova fase de operação contra organizações criminosas no norte da Bahia

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  • 02.Set.2026 - 08h26

Dez pessoas foram presas hoje, dia 1º, em Juazeiro durante a Operação Premium Mandatum. A 5ª e 6ª fases da operação foram deflagradas pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais Norte (Gaeco Norte),  com o objetivo de desarticular organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro com atuação em Juazeiro, Senhor do Bonfim e municípios da região norte do estado.Conjunto Penal de Juazeiro

Foram cumpridos oito mandados de prisão, parte deles no Conjunto Penal de Juazeiro, onde três presos foram incluídos no Regime Disciplinar Diferenciado com transferência para unidade prisional de segurança máxima. Foram realizadas ainda duas prisões em flagrante e executados 18 mandados de busca e apreensão, todos em Juazeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Senhor do Bonfim e pela 2ª Vara Criminal de Juazeiro.

Parte dos mandados foi cumprida no CPJ, onde integrantes da organização criminosa, mesmo presos, continuavam comandando atividades ilícitas e determinando ações criminosas a partir do CPJ, com o auxílio de comparsas em liberdade. As investigações dessas novas fases identificaram também novos possíveis integrantes de uma organização criminosa com ramificações em Senhor do Bonfim, incluindo a suposta participação de um advogado. As ações de hoje foram realizadas com o apoio Polícia da Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento da Região Norte - CPRN (Rondesp Norte, 73ª, 74ª, 75ª e 76ª CIPM) e da CIPE – Caatinga, bem como da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). As investigações seguem sob segredo de Justiça.

 

Além do cumprimento das ordens judiciais de prisão, busca e transferência, nas duas fases a Justiça deferiu o afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos dispositivos eletrônicos eventualmente apreendidos, permitindo o aprofundamento das investigações e a análise de redes de contato e movimentações financeiras do grupo criminoso.

Quatro crianças, dentre elas três irmãos, morrem vítima de afogamento em Paramirim

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  • 31.Ago.2026 - 07h35

Um dia que era para ser de lazer, alegria, acabou se tornando uma das maiores tragédias da história de Paramirim. Na tarde de ontem (30), dois adultos e cinco crianças estavam em uma embarcação improvisada "uma espécie de canoa", em um açude na Fazenda Salinas na zona rural do município. Segundo informações da polícia, a embarcação virou e apenas uma das crianças conseguiu ser resgatada com vida.
Diego Silva Oliveira, 06 anos; Jeferson Davi Silva Oliveira, 09 anos; José Diogo Silva Oliveira, 03 anos e Lorenzo Almeida Cardoso de 08 anos ficaram submersos.
O corpo de Bombeiros foi acionado para retirar os corpos da barragem.

Morte de artista ituaçuense causa grande comoção no município

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  • 27.Ago.2026 - 18h59

Ituaçu se despede do rapper Diego Aranha, artista ituaçuense faleceu em Salvador e deixa legado na música, no rap e na cultura brasileira.

 — A cultura de Ituaçu amanheceu de luto nesta quinta-feira (27) com o falecimento do rapper Diego Aranha, ocorrido em Salvador, na madrugada, em decorrência de um problema de saúde, conforme comunicado de pesar divulgado pela família.

Filho de Ituaçu, Diego construiu uma trajetória marcada por músicas autorais, talento e dedicação ao rap. Com trabalhos disponíveis no Spotify e no YouTube, participou de festivais do gênero, incluindo o Festival de Rap Salvador, e integrou a programação de um evento que recebeu o rapper MV Bill em Salvador, em 2017 [1].Sua principal música, “Eu Venci”, tornou-se símbolo de sua caminhada e traduz a mensagem que marcou sua história: “Acreditando mais que todos, eu venci.” Por meio de suas letras e apresentações, Diego levou o nome de Ituaçu para outros palcos e inspirou jovens a acreditarem na arte como instrumento de expressão e transformação.

Diego Aranha deixa sua marca na história do rap e um legado de orgulho para Ituaçu. Sua voz permanece viva em suas músicas, nos vídeos e na memória de todos que acompanharam sua trajetória.

Segundo o comunicado de pesar, o velório e sepultamento aconteceu durante a tarde de hoje (27)

Distrito de Cascavel, em Ibicoara, recebe mais de 100 matrículas de imóveis por meio do Programa Casa Legal

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  • 27.Ago.2026 - 08h20

O distrito de Cascavel, em Ibicoara, na Chapada Diamantina,  com a entrega de mais de 100 matrículas de imóveis aos moradores do Bairro Populares. Os documentos foram recebidos no Cartório de Registro de Imóveis de Barra da Estiva pelo gestor municipal, acompanhado da coordenadora do Programa Casa Legal.

A iniciativa representa um importante avanço na regularização fundiária e garante segurança jurídica e dignidade às famílias beneficiadas, que passam a ter oficialmente reconhecida a propriedade de seus imóveis.

De acordo com as informações divulgadas pela gestão municipal, Cascavel é o primeiro distrito da Bahia a realizar a Regularização Fundiária Urbana (REURB) e também a primeira localidade da Chapada Diamantina a dar início ao processo. A conquista é considerada um marco para o município na ampliação do acesso ao direito à moradia e à propriedade.

As matrículas dos bairros Populares e Águia serão entregues conjuntamente nesta sexta-feira (28), durante uma cerimônia na Quadra da Escola Jaci de Carvalho Matos. O evento reunirá moradores e autoridades para celebrar a conclusão de mais uma etapa do processo de regularização.

Para a gestão municipal, a entrega dos documentos representa muito mais do que a formalização da propriedade. A iniciativa simboliza a garantia de direitos, segurança e dignidade para famílias que passam a ter, oficialmente, o reconhecimento do imóvel onde construíram suas histórias.

A regularização fundiária também marca um momento significativo para Cascavel e para Ibicoara, consolidando uma ação que poderá permanecer como um dos capítulos importantes da história do distrito e do município.